Ele está vivo,
E eu já quase morto.
Despreparado, desmedido,
Fugindo aos versos pra tentar esquecer.
Ele está feliz,
E eu já quase um tolo.
Demente, delirando,
Procurando firmeza onde não há chão.
Ele está sorrindo,
E eu já quase um ninguém,
Desocupado, desalinhado,
Vagando pela casa com as luzes apagadas.
Ele está longe,
E eu já perto do fim.
Desiludido, desfigurado,
Deixando de ser o pouco que um dia fui.
Ele está onde quer,
E eu já não sei o que é querer,
Desmotivado, desanimado,
Tomado por fome e entregue a preguiça.
Ele está acompanhado,
E eu não sou o que ele quer,
Desgraçado, fudido e mal pago,
Gritando aos berros sem parar de beber.
Nenhum comentário:
Postar um comentário